Uma mãe viajou cerca de 10 horas para encontrar o filho, que havia deixado uma instituição de reabilitação em Santa Rita, na Grande João Pessoa. À TV Cabo Branco, ela relatou que encontrou o homem em situação precária.
O caso veio à tona após mais de 100 pessoas deixarem a casa de acolhimento e passarem a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230. Segundo a Polícia Militar, informações levantadas indicavam que o grupo saiu por causa das condições oferecidas no local.
A mãe é lavradora e mora em Itabaiana, Sergipe; o filho estava entre as pessoas acolhidas na instituição paraibana. O relato foi divulgado em 23 de outubro de 2026, quando familiares procuravam os internos.

A saída do grupo ocorreu após uma agressão física registrada no local, segundo a reportagem da TV Cabo Branco. O relato da mãe e as informações sobre as condições da casa, a comunicação com as famílias e a busca por familiares ajudam a contextualizar o caso.
Relato da mãe sobre as condições do filho e a falta de comunicação
A mãe afirmou que enviava R$ 1,5 mil por mês para custear a permanência do filho na instituição e também mandava roupas e chinelos. Ao encontrá-lo, disse que ele estava descalço e relatou que passava fome e sede.
Segundo a mulher, a família não recebeu aviso dos responsáveis sobre a saída dos internos. Ela soube que deveria buscar o filho por meio da mãe de outra pessoa acolhida, que a alertou sobre o que havia ocorrido.
As conversas por vídeo entre os acolhidos e os familiares aconteciam a cada 15 dias, de acordo com a mãe. Antes de encontrar o filho, ela procurou os responsáveis porque estranhou a falta de notícias; recebeu a informação de que a chamada seria adiada por causa de um retiro espiritual e de problemas com a internet.
Saída dos internos, agressão e providências após o episódio
De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações apuradas apontavam que as condições oferecidas pela casa de acolhimento em Santa Rita motivaram a saída; os problemas não foram detalhados. Após contato com o responsável pelo espaço, alguns acolhidos decidiram voltar, enquanto outros pediram que familiares fossem buscá-los.
A agressão ocorreu durante uma discussão envolvendo uma pessoa que foi ao local buscar um familiar, segundo a reportagem da emissora paraibana. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência, e o proprietário da granja, Dorgivan de Castro, disse que soube do episódio por meio de quem fez o registro; ao chegar, parte dos acolhidos e a liderança já havia saído.
Dorgivan relatou que havia alugado o imóvel a um homem identificado como Gláucio Amaral, que pretendia instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava em Goiana, Pernambuco. O proprietário afirmou que não pretende manter o aluguel e que buscaria localizar os familiares para que as pessoas retornassem para casa; na manhã de 23 de outubro, cerca de 10 ainda estavam no posto de combustíveis.

